A Márcia chegou a casa muito entusiasmada. A professora tinha mandado fazer um trabalho de casa especial: uma redacção sobre o Dia Mundial da Criança. E ela gostava imenso de escrever, ainda mais sobre um assunto que lhe dizia respeito! Mal terminou de lanchar, pegou no caderno e no lápis, sentou-se à secretária e começou a puxar pela cabeça, tentando encontrar as palavras certas para o que queria dizer. Mas não lhe vinha nenhuma ideia à mente...
- Mãe, ajuda-me, por favor. Tenho de escrever um texto sobre a Criança e não sei como começar.
- Bem, que tal começares pelo príncipio? Faz uma pesquisa.
- Uma pesquisa? O que é isso, mamã?
- É como uma investigação, procurando recolher dados, factos e ideias para o texto.
- Hmm... parece-me bem.
A Márcia lembrou-se de que, há um ano atrás, tinha recebido, com a revista Nosso Amiguinho, um cartaz sobre a Declaração Mundial dos Direitos da Criança. Resolveu ir buscá-lo à gaveta das revistas, leu-o com atenção e tirou algumas notas importantes.
- Mamã, já fiz a pesquisa. E agora?
- Já?! Agora, fazes um rascunho, com as ideias principais e a estrutura do texto e, depois, começas a escrever. Sobre o que vai ser?
- Vou escrever sobre os Direitos da Criança.
Depois de escrever as palavras principais e de as colocar pela ordem que queria usar, a Márcia escreveu uma redacção sobre o que aprendera:
"Redacção: Os Direitos da Criança"
"Para mim, uma criança é como um presente: todos gostam de nós e sabem que, em cada um, há uma surpresa especial, que alegra e traz cor ao mundo.
Ser criança é olhar para as coisas como gostaríamos que elas fossem e acreditar que se consegue que elas venham mesmo a ser assim.
E por gostarem muito das crianças que os adultos escreveram um papel com os nossos direitos. Eu aprendi que todas as crianças, de todos os países, têm os mesmos direitos. E todos os direitos só têm um objectivo: que todas as crianças sejam felizes.
Se calhar, é por eu ser criança que acredito que é possível que as crianças podem mesmo ser todas felizes. Acho que isso seria realidade, num mundo só com crianças, ou se todos se lembrassem como é ser criança."
Márcia
- Muito bem, filha! Gostei muito da tua redacção. Como é que te lembraste deste tema?
- Foi fácil! Ao ler os Direitos da Criança, descobri que todos eles procuram proteger as crianças.
- Mas que coisas importantes que eu estou a aprender com a minha Márcia hoje! E porque é que achas que é necessário escrever esses direitos?
- Pela mesma razão por que existe um Dia da Criança. Infelizmente, há muitos adultos que se esquecem que as crianças têm sentimentos e necessidades. Temos de lhes lembrar...
- Estou impressionada! Mas agora está a fazer-se tarde. Tens de ir tomar banho e vires jantar a seguir. Depois, lavar os dentes e... cama.
- Já?! Sendo assim, tenho de te lembrar o artigo 31º da Declaração...
- O quê? Do que é que estás a falar?
- Do meu direito a tirar sempre um bocadinho, todos os dias, para... brincar!
A Márcia e a mãe riram. Ambas tinham aprendido muito naquele dia. E foi assim que a Márcia, ao preparar-se para uma nova redacção da escola, conseguiu ganhar algum tempo para estrear o novo puzzle que o pai lhe oferecera para comemorar o Dia da Criança.
Revista Nosso Amiguinho, nº 249, Junho 2007, Publicadora Servir.
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